As pipocas contêm uma concentração maior de antioxidantes do que a fruta e os legumes, de acordo com Joe Winson, investigador da Sociedade Americana de Química.
Durante uma conferência de imprensa realizada no passado domingo, em San Diego, nos EUA, Joe Winson revelou que o nível de antioxidantes presente numa ração de pipocas supera os 300 miligramas, enquanto numa peça de fruta fica-se pelos 160 miligramas.
No seu estudo sobre as pipocas, o cientista debruçou-se sobre a concentração de polifenóis (antioxidantes naturais com propriedades terapêuticas, presentes na fruta, legumes, frutos secos e plantas medicinais), avança o Huffington Post.
O facto de haver uma maior concentração de antioxidantes nas pipocas do que na fruta e legumes deve-se – segundo realçou – ao facto de eles não estarem diluídos em água.
Joe Winson concluiu que as pipocas podem ser uma refeição ligeira perfeita, pois fornecem mais de 70% das necessidades diárias de cereais e, para além do mais, fazem-no dando prazer a quem come.
Contudo, para que as pipocas sejam, de facto, um alimento saudável é necessário que sejam feitas com uma quantidade mínima de gordura (apenas algumas gotas de óleo numa panela) e sem utilizar sal ou açúcar.
O investigador chamou a atenção para o facto de as pipocas que se vendem numa saqueta pronta a ser introduzida no micro-ondas ou as que são vendidas nos cinemas conterem 43% de gordura, ou seja, quase o dobro das que se podem fazer em casa. O ideal, como sugere, é prepará-las em recipientes e máquinas próprias, sem o recurso a gordura, açúcar e sal.
Apesar do sucesso do estudo, os investigadores alertam as pessoas para não deixarem de comer fruta.
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