5 Mitos sobre o exercício físico

29 set correr

Dores no corpo são sinal que o treino fez efeito ou de que algo está mal? Faz sentido dizer que o exercício físico envelhece? Tire as suas dúvidas.

EXERCÍCIOS VIGOROSOS EMAGRECEM MAIS. As actividades mais puxadas são indicadas para ganho de força, mas não para perder peso, pois não vai conseguir fazê-las durante muito tempo. Insistir numa actividade moderada, que aguente durante um período mais longo, é o ideal se quer queimar calorias e perder peso.

CORRER ENVELHECE. Qualquer actividade física quando praticada de forma exagerada desencadeia a produção excessiva de radicais livres. Isso sim, vai acelerar o processo de envelhecimento, causando flacidez. Isto é válido para a corrida ou qualquer outro exercício.

SENTIR DORES É SINAL QUE O EXERCÍCIO FEZ EFEITO. Quando experimenta uma nova modalidade ou faz um treino mais intenso é natural que sinta depois dores leves, que devem desaparecer ao fim de uns dois dias. Essa reacção do corpo indica que houve pequenas rupturas nas fibras musculares, o que estimula a regeneração e o aparecimento de novas fibras. Mas se sentir dores fortes, e durante mais tempo, pode ser um sintoma de lesão e, neste caso, convém consultar o médico.

IOGA NÃO É UM EXERCÍCIO AERÓBICO. No ioga tradicional prevalecem os exercícios de flexibilidade e equilíbrio, mas o power ioga e o ashtanga, que são mais puxados, podem ser consideradas modalidades aeróbicas.

CAMINHAR NÃO É ACTIVIDADE FÍSICA. Qualquer movimento que provoque um gasto energético superior ao do repouso é considerado actividade física – por isso, há gasto de calorias a passar a ferro ou a pintar a casa… A caminhada é uma actividade física, porém, os seus benefícios só começam a sentir-se quando é praticada a um ritmo de 4 a 7 quilómetros por hora.

Fonte: Veja

Descobrimos porque não vai ao ginásio… mas vai passar a ir!

Two joggers on beach

Como nem quer pensar no embaraço de ser visto a transpirar, com os seus pneus expostos pela roupa justa ou, pior, de os outros verem que está completamente fora de forma, não põe os ténis no ginásio, certo? Vamos acabar com isso!

Por muito válidas que sejam as suas razões, a sua saúde está primeiro. Aqui ficam algumas dicas para dar a volta às suas desculpas e passar a andar com o saco de treino todos os dias.

ESCOLHA O GINÁSIO CERTO. Se receia expor-se por estar fora de forma, esqueça os ginásios de que todos falam e inscreva-se no da sua junta de freguesia ou mesmo de um clube desportivo – aí passará perfeitamente despercebido no meio de todo o tipo de pessoas. Se o problema é encontrar um colega de trabalho enquanto sua as estopas na passadeira, procure um ginásio longe do trabalho. Que tal próximo da sua casa? Assim, pode ir ao fim-de-semana, e levantar-se mais cedo, à terça e quinta, para despachar o treino antes de seguir para o trabalho.

TENHA EXPECTATIVAS REALISTAS. Se quer correr uma mini-maratona no primeiro dia de treino, quando a última vez que correu a sério foi no corta-mato do liceu, percebemos que não vai gostar de ser visto, pois estará num estado deplorável! Se respeitar o plano feito pelo professor, de certeza que vai evoluir gradualmente e não fará nunca figuras tristes.

NÃO SE COMPARE AOS MELHORES. É verdade que pode servir como motivação, mas apenas para aqueles que não se deixam abalar pelos corpos perfeitos dos outros. Se está pouco à vontade com o seu, não tenha problemas pois, de uma maneira geral, os que têm corpos perfeitos estão de tal forma obcecados com eles, que nem olham para os dos outros – sobretudo para os que nem lhe fazem concorrência. E lembre-se que personal trainers são pagos para treinar, as miúdas de 18 anos têm, geneticamente, tudo no sítio, e os rapazes de 25 anos, carregados de músculos, provavelmente só estudam ou estão desempregados e passam os dias no ginásio. Acha que é justo comparar-se?!

COMPRE EQUIPAMENTO ADEQUADO. Usar o equipamento adequado ao treino e ao seu corpo é meio caminho para se sentir bem no ginásio. Se agarrar numas peças usadas que tem em casa, acredite que se vai sentir muito envergonhado quando entrar na área do cardio fitness. Como poderá constatar, todos usam equipamento adequado e giro! Não precisa de gastar rios de dinheiro para se sentir bem e fazer boa figura – qualquer grande loja de desporto tem peças a preços acessíveis. Bónus: com um modelo que realce o seu corpo, até vai ter mais vontade de ir para o ginásio.

RECONHEÇA UMA DESCULPA. Assim como o primeiro passo para resolver um problema é admiti-lo, se já percebeu que anda a usar desculpas esfarrapadas para não ir ao ginásio, assuma e livre-se delas!

ESQUEÇA O GINÁSIO. Mas calma, esquecer o ginásio não significa esquecer o exercício! Se tem ‘vergonha’ de se expôr num ginásio, então opte pelas actividades ao ar livre. Ande de bicicleta, faça jogging junto ao mar, caminhe no meio da cidade, jogue à bola com os amigos na praia. E não use o tempo como desculpa. Quando estiver a chover, dance na sala ou pratique na Wii. Tudo é melhor que nada, ok?

Fonte: Forbes

Estar acima do peso afinal não é mau

Weight scale and towel on white tile floor

Um estudo publicado recentemente conclui que as pessoas com uns quilinhos extra (poucos) conseguem ultrapassar melhor as doenças e até viver mais.

Afinal, parece que reduzir a alimentação de maneira drástica pode ser mais prejudicial ao organismo do que manter os quilinhos extra. “Os riscos que a gordura representa para futuras doenças ou para a diminuição da longevidade têm sido exagerados”, diz Linda Bacon, uma das líderes do estudo, agora publicado no Nutrition Journal.

Estar acima do peso, mas ter uma alimentação equilibrada, é mais saúdável do que viver constantemente em dieta. E mais, adultos obesos tendem a viver mais que idosos magros e a lidarem melhor com algumas doenças, como a diabetes tipo 2, doenças cardíacas ou de rins.

De acordo com o estudo, pacientes obesos acabam por colocar a sua saúde em risco quando enfrentam tentativas obsessivas de emagrecer e os danos na sua auto-estima também são maiores do que se aprenderem a viver com o seu peso. Mas a recomendação dos especialistas é, no entanto, cautelosa. Segundo eles, é importante que se opte por uma vida equilibrada entre alimentação e exercício físico, mesmo que, no final, ainda se acabe com uns quilinhos a mais.

Para os investigadores, os resultados do estudo exibem um outro dado trivial: deve-se respeitar os sinais de fome e saciedade do organismo. Isso significa que se deve comer o suficiente para matar a fome, e não reduzir a ingestão de alimentos com o intuito de emagrecer.