Vestuário interactivo ajuda crianças com dificuldades motoras

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As crianças com dificuldades motoras podem ter facilitada a tarefa de se vestir e despir, com a utilização de vestuário que conjuga diversos materiais têxteis e acessórios. A ideia do vestuário interactivo, denominado sensorialFIT, foi desenvolvida pela “designer” de moda Ângela Pires, durante a sua dissertação de mestrado em Design de Moda, na Universidade da Beira Interior.

Ângela Pires pretende “contribuir, através do vestuário, para a melhoria da qualidade de vida de muitas crianças que têm vários tipos de limitação, em termos psicomotores”, relacionados com doenças como paralisia cerebral ou síndrome de Down.

A par das dificuldades de movimento, estas crianças têm a necessidade de ter estimulação sensorial e um acompanhamento terapêutico, situações que a “designer” teve em conta.

“Tentei agrupar no vestuário a questão da funcionalidade, ao criar peças confortáveis, fáceis de vestir e despir, e transportar elementos terapêuticos utilizados nos hospitais e nas sessões de terapia”, disse Ângela Pires.

Depois de recolher opiniões junto de pais e de especialistas, Ângela Pires chegou à conclusão de que as dificuldades podem ser muito diversas.

Por isso, definiu várias soluções para facilitar o vestir e despir pelas crianças, como aberturas mais largas, laterais, à frente ou atrás, ou utilização de velcro e ímanes, mais difíceis de usar, para substituir fechos e botões.

Ângela Pires optou por acessórios inspirados nesses estímulos, que transportou para o vestuário, e que “trabalham a motricidade fina e são dedicados à estimulação sensorial ou ao desenvolvimento cognitivo”.

Para as crianças, este vestuário “será mais interactivo e lúdico do que propriamente terapêutico, porque não têm noção que estão a desenvolver competências importantes, vão ter mais a sensação de que estão a brincar”, realçou a “designer”.

Entre os modelos propostos estão camisolas e casacos, sobretudo em malha, ou vestidos que integram acessórios com, por exemplo, um bolso cujo interior tem texturas diferentes, objectos escondidos para brincarem ou jogos com associação de formas e cores.

A “designer” de moda estuda agora formas de colocar o produto no mercado, processo que fica facilitado com o prémio SIM de 25 mil euros que acaba de receber.

Estudo comprova que crianças gostam mais de vegetais se pais insistirem até dez vezes

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Dar uma sopa de brócolos ou de alho francês a um bebé entre os quatro e sete meses com o sabor do legume o mais natural possível e fazer com que experimente entre oito a dez vezes é a “técnica” mais eficaz para que as crianças na idade pré-escolar admitam experimentar e comer legumes, revelou à Lusa Carla Lopes, responsável em Portugal pelo projecto europeu “Aprender a gostar de vegetais”.

“Muitas vezes, os pais desistem à primeira, porque a criança faz caretas feias, muitas vezes alguns pais até podem testar uma segunda vez, mas se à segunda vez a criança desiste, eles também não vão insistir mais naquele alimento”, lamenta a especialista, reiterando a técnica da “repetição por exposição”.

O estudo indica que mesmo quando os vegetais têm um sabor mais amargo, se as crianças forem expostas repetidamente “comem tanto esse alimento como outro qualquer”, defende Carla Lopes.

A ideia do reforço em testar alimentos novos repetidamente e de dar sopas variadas, com um legume predominante de cada vez, para os bebés se habituarem a novos sabores, é a melhor forma de criar bons hábitos alimentares, defende o estudo “Determinação de fatores e períodos críticos na formação de hábitos alimentares”.

O estudo, realizado por investigadores do Reino Unido, Holanda, Portugal, Grécia, Dinamarca e França, conclui também que bebés que se alimentam de leite materno também estão mais disponíveis para gostar mais de vegetais. Através da alimentação variada da lactante esta passa ao bebé um leite com vários sabores e, logo, a criança fica mais propensa a gostar de vegetais.

Os vegetais têm um “alto nível de nutrientes que contêm antioxidantes que reduzem os riscos de doenças”. O estudo indica, contudo, que “poucas crianças na Europa comem as quantidades de vegetais recomendadas para a sua dieta quotidiana”.

“Muitas crianças não gostam do sabor de determinados vegetais, porque comparam o sabor com as frutas e porque de facto as crianças têm uma apetência para alimentos mais doces logo que nascem, e não para alguns vegetais que possam ser mais amargos”, reforça Carla Lopes especialista.

Livro explica a crise às crianças de forma descomplicada

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Numa altura em que só se fala em crise, crise e mais crise, quem explica às crianças o que é esta palavra que a todos nos aflige? O jornalista João Miguel Tavares (autor de Os Homens Precisam de Mimo, membro do Governo Sombra e colunista do Correio da Manhã) no livro “A Crise Explicada Às Crianças”. E explica de acordo com a ideologia favorita de cada leitor.

Se prefere as justificações defendidas pela esquerda, o leitor pode começar a ler o livro por um lado, se prefere as justificações defendidas pela direita, pode começar a ler o livro por outro.

Os protagonistas da obra são os mesmos dos dois lados – um urso gordo (o défice) e um enxame de abelhas furiosas (os mercados) –, mas as explicações para o estado a que o país chegou mudam bastante consoante o ponto de vista favorito do leitor e o sentido da sua leitura.

A obra é editada pela Esfera dos Livros.

Crianças portuguesas vão ter pequeno-almoço gratuito na escola

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O Ministério da Educação e várias empresas do ramo alimentar chegaram a acordo para pôr em prática um programa de distribuição gratuita de pequenos-almoços nas escolas do ensino básico.

De acordo com o Diário Económico, o programa arranca na próxima semana em 80 escolas de todo o país.

Para o ministro da Educação, Nuno Crato, este é um projecto que envolve a contribuição das empresas e a mobilização da sociedade civil. O propósito, esclareceu, é “responder a necessidades das escolas e [permitir] que os alunos tenham as melhores condições de estudo, incluindo a alimentação”.

Os estudantes que vão ser abrangidos pelo programa foram identificados pelos professores, que se aperceberam que estes chegavam à escola sem terem comido de manhã, ou seja, os apoios não estão limitados aos alunos que neste momento recebem acção social escolar.

Segundo o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, José Casanova de Almeida, o universo de alunos do ensino básico que serão ajudados foi estimado através de um “levantamento feito pelos directores de turma do 5º ao 9º ano e pelos professores titulares no primeiro ciclo”, a quem foi pedido que identificassem “alunos que iniciam a manhã sem tomar o pequeno-almoço”.

Norte-americanos criam peluche para aliviar dor de crianças com diabetes

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Desde pequenas, as crianças diabéticas passam por uma rotina de injecções que pode tornar-se penosa. Para tornar o tratamento mais agradável e divertido, um grupo de engenheiros norte-americanos criou um urso de peluche interactivo para ajudar os mais pequenos a lidar com a doença.

De acordo com o site GOOD, o urso, baptizado Jerry, foi criado por alunos da Northwestern University’s McCormick School of Engineering, nos EUA. Tal como as crianças a quem se destina, o urso também sofre de diabetes e precisa de cuidados que deverão ser administrados pelo seu dono e que vão desde a monitorização dos níveis de glicose à própria administração de insulina.

“O objectivo é ajudar os pacientes jovens com diabetes tipo 1 durante a infância, uma fase especialmente sensível. É assustador para uma criança. Num dia vão ao médico, no outro os pais têm de lhes dar injecções sete, oito vezes por dia”, explicou Aaron Horowitz, um dos impulsionadores do brinquedo.

“Este é um brinquedo que passa pelas dificuldades pelas quais as crianças também estão a passar. Elas não podem ler brochuras médicas, aprendem com a prática”, acrescentou, afirmando que toda a equipa acredita que Jerry pode ajudar os mais pequenos a ultrapassar os medos e ensiná-los a seguir todos os passos necessários para a manutenção da sua saúde.

O peluche apresenta um sensor que detecta quando recebe insulina, dá sinais quando o nível de açúcar no sangue é baixo e é capaz de falar, avisando a criança de que não se sente bem.

Actualmente, Aaron Horowitz e Hannah Chung, outra das mentoras do brinquedo, encontram-se em Providence, nos EUA, a trabalhar no aperfeiçoamento de Jerry, que deverá chegar aos mercados em 2013.

Confira no vídeo abaixo como funciona este peluche.

Portugal: Crianças pobres são tão felizes como as crianças ricas, diz estudo

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Os mais novos sabem que o dinheiro é importante para o bem-estar diário, mas dão-lhe menos importância do que os pais. Segundo um estudo de uma professora da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica Portuguesa, que inquiriu quase 1300 crianças da região Norte, não há relação entre a felicidade dos mais novos e o rendimento dos pais.

Liliana Ferreira, professora e autora desta tese de doutoramento, considera que as crianças pobres tendem a ser tão felizes como as crianças ricas.

Ainda de acordo com o estudo, as crianças inquiridas têm a noção de que o seu bem-estar depende muito dos bens materiais, ou seja, do dinheiro. Aliás, uma das principais conclusões a que professora chegou é que o desemprego e uma menor formação escolar dos pais são os factores que mais tendem a afectar negativamente o bem-estar das crianças.

As dificuldades económicas não impedem, contudo, que a esmagadora maioria das crianças afirmem que são muito felizes.

O inquérito abrangeu 1246 pais e crianças do 3º ao 6º ano de escolaridade a viver na região Norte de Portugal. A esmagadora maioria (87%) ocupa o topo da escala de felicidade (de 1 a 10) que lhes foi apresentada – 57,1% no grau 10; 16,5% no grau 9; 13,7% no grau 8.

Pensamento positivo melhora a autoestima

Dê o exemplo e faça o seu filho mais feliz!

Dê o exemplo e faça o seu filho mais feliz!

Crianças com 5 anos conseguem perceber que as pessoas com pensamento positivo se sentem melhor, mesmo quando têm de lidar com situações claramente negativas.

Com apenas 5 anos, as crianças já são capazes de perceber que as pessoas com pensamento positivo se sentem melhor que as mais negativas e, à medida que vão crescendo – entre os 5 e os 10 anos – aumentam a sua consciência sobre como as reflexões interiores podem modificar as emoções, mesmo em circunstânias claramente negativas. Mas esta forma de encarar a vida depende muito do que observam nos pais, pois as crianças tendem a imitar o que vêem.

Estes são os resultados de um estudo feito com 90 crianças, na Universidade de Jacksonville e Califórnia, nos Estados Unidos. Ao escutar histórias em que as personagens encaravam os problemas de forma diversa, as crianças percebiam que aquele que era mais positivo se sentia melhor, independentemente dos problemas que tinha de enfrentar. Ou seja, as crianças conseguem perceber que pensar positivo melhora as emoções e que a negatividade só as faz sentir pior.

Mas para que as crianças encarem a vida desta forma, o papel dos pais é fundamental. “O que mais ajuda uma criança a perceber os benefícios do pensamento positivo é o nível de esperança e optimismo dos pais”, explicou ao El Mundo, um dos autores do estudo. Christi Bamford, salienta que entre os 5 e os 12 anos os pais têm uma enorme influência sobre os filhos porque estes também têm uma enorme capacidade em adaptar-se ao que vêm. “Podemos ajudá-los a ser mais felizes, apesar das experiências dificeis que possam ter de viver”, explica.

Um pai positivo potencia o melhor de uma criança e ensina-a a confiar em si própria e nos outros. Ensina-a que um acontecimento negativo é um problema, mas um problema que ele pode tentar resolver. Pelo contrário, pais negativos só dão importância às desgraças da vida e levam a criança a desconfiar das suas capacidades e das dos outros, reduzindo a sua autoestima.

Mesmo que se identifique com os pais mais negativos, nunca é tarde para tentar alterar o seu comportamento. Até para o seu próprio bem-estar, aprenda a valorizar as coisas boas da vida, as qualidades das pessoas e deixe de se concentrar apenas do que a vida tem de menos bom. Esse também é o melhor exemplo que pode dar ao seu filho.

Fonte: El Mundo

Stresse aumenta alergias nas crianças

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Instituto sueco descobre que as crianças mais stressadas estão mais expostas a alergias.

Um estudo do Instituto Karolinska, na Suécia, detectou que crianças com níveis baixos de cortisol – a hormona relacionada com o stresse – na saliva, têm menos probabilidades de desenvolver doenças alérgicas.

A verdade é que as alergias em crianças mais pequenas tem aumentado nas últimas décadas, sobretudo nos países ocidentais. Só na Suécia, entre 30 a 40% das crianças sofre de algum tipo de alergia. Os investigadores estão assim cada vez mais convencidos que uma combinação de factores ambientais e do estilo de vida durante a gravidez e no início da infância podem estar na origem deste forte aumento das alergias entre os mais novos.

Fonte: Veja

Até os mais pequenos sabem distinguir um mentiroso

9 dez criança

As crianças não são fáceis de enganar, apesar de às vezes parecerem.

Mesmo as crianças com menos de 16 meses são capazes de distinguir o verdadeiro do falso e a maioria recusa-se a imitar um adulto após perceber que foi enganada por ele. Foi a esta conclusão que chegaram os investigadores do Departamento de Psicologia da Universidade Concórdia de Montreal, no Canadá, depois de observarem o comportamento de 60 crianças, entre os 13 e os 16 meses.

Estas crianças foram divididas em dois grupos e a sua primeira tarefa foi confirmar se o entusiasmo de um adulto depois de olhar para dentro de uma caixa fazia sentido. Dentro da caixa era suposto estar um brinquedo, por isso, se o adulto mostrasse um ar feliz, as crianças acreditavam que o brinquedo estava mesmo lá – mas algumas foram enganadas.

Na tarefa seguinte, grande parte dessas crianças mostraram que tinham percebido a ‘brincadeira de mau gosto’. O mesmo adulto que tinha olhado para dentro da caixa, tinha agora que acender uma luz pressionando o interruptor com a testa, em vez de usar as mãos. Apenas 34% das crianças que tinham sido ‘enganadas’ imitaram o gesto, enquanto 61% das que tinham brincado com adultos confiáveis imitou o seu parceiro de brincadeira.

Fonte: Terra

Amizades na infância moldam o desenvolvimento social

Ajude-os a fazer boas amizades.

Ajude-os a fazer boas amizades.

Uma amizade de qualidade no infantário pode ajudar, sobretudo, os rapazes, a terem menos problemas de comportamento e interagirem de forma mais positiva, mais tarde.

A qualidade da amizade que as crianças fazem no infantário é fundamental para o seu desenvolvimento social, especialmente para os meninos. Segundo um estudo publicado em Infant and Child Development, boas amizades nestas idades podem significar menos problemas de comportamento no 1º e 2º ciclos.

As meninas são geralmente capazes de se relacionar bem socialmente mais tarde, independentemente da qualidade das suas amizades no jardim de infância, mas os rapazes beneficiam claramente de uma boa amizade nessa fase. “Rapazes que não tinham amigos no infantário registam mais problemas de comportamento, mas esses problemas só se tornam visiveis no primeiro e segundo ciclo”, adianta a autora do estudo, Nacy McElwain, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.

Segundo a especialista, uma boa amizade também ajuda as crianças a lidar melhor com as emoções quando enfrentam problemas. “Um conflito não é bom nem maus, mas sim uma questão de como as crianças abordam os seus desentendimentos com os amigos ou os pais”, explica.

É por isso importante que os pais fomentem as amizades nesta fase da vida dos filhos.