Novo sistema permite controlar diabetes através do telemóvel

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Quem sofre de diabetes pode ter a vida mais facilitada com uma solução desenvolvida pela Vodafone e pela Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) , que permite a troca de informação entre doentes e profissionais de saúde, usando o telemóvel.

Através do Sistema de Monitorização Remota de Pessoas com Diabetes, os utentes da APDP podem fornecer os valores, que estão obrigados a medir com frequência, através de uma chamada de voz ou enviando uma SMS ou um email.

Esta informação entra automaticamente no sistema da APDP, permitindo que, a partir de qualquer local, através da Internet e de modo contínuo, o enfermeiro ou médico de serviço possa aceder ao historial do registo de doses de insulina e de medições de glicemia do utente, para verificar se os valores estão dentro do esperado.

Quando os valores estão dentro dos parâmetros, os doentes recebem uma mensagem automática a informá-los que está tudo bem, quando estão fora dos parâmetros ideais, o profissional de saúde é imediatamente informado e entra em contacto telefónico com o doente.

A entrada em funcionamento da plataforma, que durante o último ano esteve em testes com o grupo de utilizadores portadores de bomba de insulina, vem sobretudo aumentar a qualidade do acompanhamento da doença, por “permitir uma interacção contínua e mais eficiente entre os utentes e os profissionais de saúde da APDP”, referiu João Filipe Raposo, director clínico da APDP.

Desenvolvido de raiz pela Fundação Vodafone Portugal, em parceria com a APDP, o Sistema de Monitorização Remota de Pessoas com Diabetes poderá vir a ter outras valências, “nomeadamente quando as bombas de insulina comunicarem via GSM, quem sabe”, sugeriu António Carrapatoso.

O actual presidente da Fundação Vodafone Portugal elogiou a plataforma agora em funcionamento, sublinhando que é o tipo de soluções que Portugal, com o seu know how em telecomunicações, pode desenvolver e exportar para outros países.

Investigadores descobrem proteína que ajuda a detectar diabetes precocemente

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O estudo, que foi publicado em Outubro na revista Cell Metabolism, revela que quando a proteína SFRP4 (usada em processos inflamatórios no corpo) se apresenta no organismo humano num nível acima da média, a propensão para desenvolver diabetes tipo 2 é maior.

A obtenção desta conclusão foi possível após serem testados os níveis da proteína SFRP4 em pacientes não diabéticos três vezes em intervalos de três anos. Partindo desta amostra, verificou-se que 37% dos indivíduos que apresentavam os níveis de SFRP4 mais elevados desenvolveram diabetes durante o estudo.

Já entre os indivíduos que tinham os níveis abaixo da média desta proteína, apenas 9% desenvolveram a patologia.

Desta forma, a equipa liderada por Taman Mahdi, consegue, pela primeira vez, uma ligação entre a proteína e esta patologia e ainda comprovar que existe uma relação entre a inflamação das células beta e a diabetes.

A longo prazo, os investigadores acreditam que esta descoberta poderá não só aperfeiçoar o diagnóstico desta doença, como impulsionar novos métodos de tratamento da diabetes tipo 2.

De acordo com dados do relatório de Maio deste ano da OMS, as diabetes afectam cerca de 10% da população mundial, sendo que, em algumas regiões chega mesmo a atingir os 33%.

Consulte o estudo aqui.

Afinal, os morangos previnem problemas cardíacos e diabetes

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Um grupo de investigadores da Universidade de Warwic, no Reino Unido, descobriu de que modo o consumo de morangos poderá ajudar na prevenção de doenças cardíacas e diabetes.

Se é certo que o consumo de morangos já tinha sido previamente associado ao combate dos níveis de glucose e lipoproteína de baixa densidade após as refeições, esta nova investigação vem comprovar de que forma este fruto pode ajudar também a diminuir o risco de diabetes e doença cardíaca.

De acordo com o Medical Daily, o estudo liderado por Paul Thornalley decidiu analisar como este processo ocorria, tendo constatado que os extractos de morangos activam uma proteína presente no nosso organismo, a Nrf2.

O estudo verificou que a activação desta proteína conduz à diminuição dos níveis de lípidos e colesterol no sangue, dois dos parâmetros associados ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

“Descobrimos como os morangos actuam de forma a aumentar as nossas defesas e manter as células, órgãos e vasos sanguíneos saudáveis, o que por sua vez pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares”, explicou o investigador.

Paul Thornalley acrescenta ainda que não nos devemos sentir culpados por ingerir uma taça de morangos com chantilly, apesar de o investigador aconselhar mais morangos que chantilly.

As técnicas de rastreio e de modelação matemática desenvolvidas na Universidade de Warwic  vão dar continuação a este estudo, visando ajudar a identificar qual a melhor variedade de morangos, como devem ser servidos e quantos devem ser ingeridos para se retirar deles o melhor benefício para a saúde.

Comer rápido aumenta risco de diabetes, diz estudo

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Os indivíduos que comem rápido têm um maior risco de desenvolver diabetes, conclui um estudo realizado por investigadores da Universidade da Lituânia e apresentado no Congresso Europeu de Endocrinologia, em Budapeste.

Para a realização do estudo, os investigadores contaram com a participação de 234 indivíduos diabéticos e 468 indivíduos saudáveis que foram convidados a responder a um questionário detalhado.

O objectivo era recolher informações sobre possíveis factores de risco para a diabetes, incluindo a velocidade com que os participantes ingeriam os alimentos. Os participantes tiveram ainda de indicar a sua altura, peso e perímetro abdominal, explicou o Daily Mail.

Tendo em conta outros factores de risco para a diabetes tipo 2, como história familiar da doença, índice de massa corporal, prática de exercício físico, tabagismo e níveis de triglicerídeos no sangue, o estudo verificou que os indivíduos que ingeriam os alimentos rapidamente tinham um maior probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2.

“A prevalência da diabetes tipo 2 está a aumentar globalmente e a tornar-se uma pandemia mundial. Esta doença envolve a interacção entre um background genético susceptível e os factores ambientais. Assim, é importante identificar os factores de risco modificáveis que poderão ajudar a reduzir o risco de desenvolvimento da doença”, revelou uma das autoras do estudo, Lina Radzeviciene.

Estudos prévios realizados pela mesma equipa de investigação já tinham constatado que o consumo de cerca de quatro ou mais chávenas de café por dia diminuía o risco de desenvolver diabetes tipo 2. Foi também verificado que o tabagismo e o consumo de ovos, mais de cinco por semana, aumentavam o risco de sofrer desta doença.

Os investigadores esperam agora realizar um estudo em maior escala para determinar como alguns alimentos, prática de exercício físico e o estado psicosocial e emocional podem aumentar o risco de desenvolver diabetes.

Canela: uma forma deliciosa de combater a diabetes tipo 2

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De aroma intenso e sabor quente, levemente acre e adstringente no início, que depois se transforma em doce e subtilmente untuoso, a canela, conhecida pelas suas propriedades antialérgicas, antidiarreicas e acção benéfica no tratamento de úlceras, pode ajudar também a combater a diabetes.

A canela ajuda, por exemplo, a estabilizar o nível de açúcar no sangue, sendo um excelente e poderoso antioxidante, pelo que podemos aproveitar as suas propriedades e consumi-la no dia-a-dia.

De acordo com o site Sapo Mulher, basta uma quantidade de cerca de meia colher de café, para que se consiga a dose que nos ajuda a controlar o nível de açúcar no sangue, dando-nos também uma excelente ajuda no combate dos radicais livres, que são precursores de tantos problemas de saúde, nomeadamente dos de cariz inflamatório e de doenças como artrites.

Segundo um estudo realizado pelo Imperial College e pela Thames Valley University, em Londres, que contou com o apoio do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, a ingestão diária de dois gramas de canela durante 12 semanas melhora os valores da pressão sanguínea e os níveis de açúcar no sangue em pessoas com diabetes do tipo 2.

Por isso, aqui fica a dica: faça pequenas melhorias no seu estilo de vida, na alimentação e no exercício físico e “polvilhe” com canela  a sua saúde.

Para além de poder perfumar bolos, biscoitos, pães, pudins, compotas e licores, experimente polvilhar de canela uma peça de fruta como laranja, ananás, manga, melão ou até uma pêra ou maçã e ……surpreenda-se.

Norte-americanos criam peluche para aliviar dor de crianças com diabetes

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Desde pequenas, as crianças diabéticas passam por uma rotina de injecções que pode tornar-se penosa. Para tornar o tratamento mais agradável e divertido, um grupo de engenheiros norte-americanos criou um urso de peluche interactivo para ajudar os mais pequenos a lidar com a doença.

De acordo com o site GOOD, o urso, baptizado Jerry, foi criado por alunos da Northwestern University’s McCormick School of Engineering, nos EUA. Tal como as crianças a quem se destina, o urso também sofre de diabetes e precisa de cuidados que deverão ser administrados pelo seu dono e que vão desde a monitorização dos níveis de glicose à própria administração de insulina.

“O objectivo é ajudar os pacientes jovens com diabetes tipo 1 durante a infância, uma fase especialmente sensível. É assustador para uma criança. Num dia vão ao médico, no outro os pais têm de lhes dar injecções sete, oito vezes por dia”, explicou Aaron Horowitz, um dos impulsionadores do brinquedo.

“Este é um brinquedo que passa pelas dificuldades pelas quais as crianças também estão a passar. Elas não podem ler brochuras médicas, aprendem com a prática”, acrescentou, afirmando que toda a equipa acredita que Jerry pode ajudar os mais pequenos a ultrapassar os medos e ensiná-los a seguir todos os passos necessários para a manutenção da sua saúde.

O peluche apresenta um sensor que detecta quando recebe insulina, dá sinais quando o nível de açúcar no sangue é baixo e é capaz de falar, avisando a criança de que não se sente bem.

Actualmente, Aaron Horowitz e Hannah Chung, outra das mentoras do brinquedo, encontram-se em Providence, nos EUA, a trabalhar no aperfeiçoamento de Jerry, que deverá chegar aos mercados em 2013.

Confira no vídeo abaixo como funciona este peluche.

Arroz branco aumenta o risco de desenvolver diabetes tipo 2

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O consumo frequente de arroz branco pode aumentar o risco de desenvolvimento da diabetes tipo 2, nomeadamente nos países asiáticos, de acordo com um estudo publicado no “British Medical Journal”.

De acordo com a CBS, que cita o estudo, esta investigação teve como objectivo averiguar se o risco de desenvolver diabetes tipo 2 dependia da quantidade de arroz consumida e se esta associação era mais evidente na população asiática, que geralmente consume maiores quantidades de arroz, do que na população ocidental.

Os investigadores da Harvard School of Public Health, nos EUA, analisaram os resultados obtidos em estudos anteriores que associavam o consumo de arroz ao desenvolvimento da diabetes tipo 2.

Entre os estudos analisados contam-se dois realizados em países orientais, China e Japão, e outros dois em países ocidentais, USA e Austrália, que incluíram no total 352. 384 indivíduos, acompanhados desde os quatro aos vinte e dois anos de idade.

O estudo, liderado por Qi Sun, concluiu que o consumo médio de arroz difere bastante entre os países ocidentais e orientais. Por exemplo, a população chinesa come, em média, quatro porções por dia, enquanto a população ocidental come menos de cinco porções por semana.

Ainda de acordo com o estudo, quanto maior era o consumo de arroz, maior era o risco de desenvolvimento da diabetes tipo 2. Os autores estimaram que o risco de desenvolvimento desta doença aumentava 10% por cada porção de arroz consumida, assumindo que cada porção continha 158 g deste alimento.

O arroz branco apresenta elevados índices glicémicos que estão associados com um maior risco de desenvolvimento da diabetes tipo 2, explicam os investigadores, acrescentando que na cultura asiática os riscos são maiores.

Por outro lado, este tipo de arroz, em comparação com o arroz integral, contém menos quantidades de nutrientes, nomeadamente fibra, magnésio e vitaminas, que, por sua vez, estão associados com um menor risco de desenvolvimento da diabetes tipo 2.

Perante este cenário, os autores do estudo aconselham o consumo de cereais integrais em vez de hidratos de carbono refinados, como o arroz branco, pois acreditam que pode desacelerar a epidemia da diabetes.

Exame pode prever diabetes com 10 anos de avanço

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Um simples exame de sangue pode detectar a diabetes até dez anos antes dos primeiros sintomas da doença começarem a aparecer.

De acordo com cientistas do Massachusetts General Hospital, nos Estados Unidos, para isso, basta medir simultaneamente os níveis de cinco aminoácidos presentes no sangue, o que possibilitaria determinar se uma pessoa tem mais hipóteses de desenvolver diabetes tipo 2. A pesquisa foi publicada no jornal científico Nature Medicine.

Novas tecnologias para medir os níveis do metabolismo, avaliando as pequenas moléculas produzidas pela actividade metabólica que são libertadas na corrente sanguínea, têm-se tornado o caminho mais seguro para descobrir como funciona o metabolismo de cada pessoa. A técnica pode passar a valer também para exames de diabetes, uma vez que o aparecimento da doença acontece após um longo processo de falência do processo de metabolização da glicose. Com a descoberta da equipa americana, pode ser possível detectar o desenvolvimento da doença a tempo de prevenir determinadas complicação, como a cegueira.

No estudo da equipe de Massachusetts, descobriu-se que o aumento da concentração dos aminoácidos isoleucina, leucina, valina, tirosina e fenilalanina estava diretamente associada ao aparecimento do diabetes tipo 2. Estudos anteriores já haviam detetado a maioria desses aminoácidos entre pessoas obesas ou com resistência à insulina. Há evidências ainda de que estão directamente associados à regulação da glicose.

Agora, os investigadores descobriram que medir a presença desses aminoácidos em conjunto é uma técnica mais eficaz, que pode aumentar a precisão da previsão da diabetes. E a conclusão é que as pessoas que apresentam níveis altos de pelo menos três dos cinco aminoácidos correm mais riscos de desenvolver a doença.

“Há vários indícios que mostram que esses aminoácidos activam de maneira drástica um importante mecanismo do metabolismo envolvido no crescimento celular. Eles podem ainda, de alguma maneira, envenenar a mitocôndria, responsável por alimentar a célula de energia e sintetizar os aminoácidos”, explica Robert Gerszten, responsável pelo estudo. Segundo o médico, são agora necessários mais estudos para descobrir formas de interromper o processo que leva à diabetes e, assim, evitar a doença.

Fonte: Veja