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Internet vicia como álcool e cocaína


Um novo estudo revela que pessoas que estão viciadas na internet registam alterações no cérebro semelhantes às provocadas por álcool ou drogas.
Uma equipa da Universidade Médica de Xangai fez um estudo com 17 adolescentes viciados na internet e detectou danos nas fibras de massa branca do cérebro que ligam as regiões envolvidas nas emoções, atenção, tomada de decisões e controle cognitivo. Estas alterações são semelhantes às observadas em pessoas viciadas em álcool e cocaína.
No entanto, os investigadores reconhecem que não é possível dizer se estas mudanças são causa ou consequência do vício, pois pode colocar-se a hipótese de pessoas com alterações cerebrais se tornarem mais propensas ao vício. Mas estes resultados poderão ajudar a desenvolver novas abordagens de tratamento ao problema.
Fonte: PLoS One
Crianças vítimas da crise financeira


Que futuro estamos a construir?!
Na Grécia, o número de crianças abandonadas por pais, que não conseguem alimentá-las, não pára de aumentar. A crise financeira está a transformar-se numa crise social cada vez mais preocupante.
Um em cada cinco cidadãos gregos vive abaixo da linha de pobreza, segundo estatísticas da Atenas Elstat. E este facto está a levar muitos pais a entregarem os seus filhos a ONG e outras instituições para que possam alimentá-las e cuidar delas, numa altura em que não têm condições para o fazer.
Inúmeros casos têm sido relatados pela imprensa internacional. “Durante o último ano temos recebido centenas de pais que querem deixar os filhos ao nosso cuidado. Dizem que não têm dinheiro, nem casa, nem comida para eles e confiam em nós para cuidarmos deles”, contou o padre Antonius Papanikolaou ao Daily Mail. Também as Aldeias Infantis SOS Grécia têm sido muito procuradas nos últimos meses, por falta de recursos dos pais. E se antigamente os pais inscreviam os filhos para serem acolhidos, o drama hoje é que, simplesmente, os deixam às portas das instituições para terem a certeza de que serão aceites.
Fonte: El Mundo
Argumentar com os pais torna os jovens mais fortes


Ensine-o a não desistir facilmente... mesmo consigo.
Não tente ganhar todas as discussões com o seu filho. Por vezes, ser um bom pai é deixá-lo expôr as suas razões até ao fim, mesmo que já saiba qual vai ser a resposta.
Não é uma boa técnica ter sempre a última palavra nas discussões com o seu filho. Novos estudos revelam que adolescentes que desistem facilmente durante as discussões com os pais, terão mais dificuldade em resistir às pressões dos amigos para abusar de álcool e drogas, do que aqueles que argumentam de forma mais persuasiva e persistente.
Isto não significa que o deixe ganhar todas as discussões, mas sim que as ‘discussões’ entre pais e filhos são um bom treino para a forma como os filhos vão conseguir lidar com os colegas à medida que crescem. “Eles têm de aprender a fazer valer o seu ponto de vista, e o que aprendem em casa pode influenciar bastante as relações com os colegas e amigos”, opina a co-autora do estudo.
É verdade que é mais fácil educar os filhos a acatarem os pontos de vista dos pais, mas é um princípio que se pode revelar consequências negativas no futuro. O estudo foi realizado por psicólogos da Universidade de Virginia, nos Estados Unidos, junto de 157 adolescentes, e começou por observar as suas relações com os pais quando tinham 13 anos e terminou quando tinham 15 e 16 anos.
As conclusões não deixaram margem para dúvidas: os adolescentes que recuavam rapidamente nas discussões com os pais e que não sentiam o seu apoio quando lhes pediam conselho sobre os seus problemas, eram mais facilmente influenciados negativamente pelos colegas – a consumir droga e álcool -, do que aqueles que não desistiam nas discussões e se sentiam escutados e apoiados pelos pais quando lhes pediam conselhos.
Mais importante que insistir na submissão dos mais novos, o importante é ensinar o seu filho a expôr os argumentos de forma calma e assertiva e a não desistir facilmente.
Fonte: Time
Blogging ajuda adolescentes a ganhar confiança


A internet nem sempre é um bicho papão para os mais jovens.
Numa fase da vida em que lidar com as emoções é difícil, escrever num blog pode ajudar os adolescentes a tornarem-se mais abertos ao mundo e confiantes socialmente.
Felizmente que nem tudo é mau quando se fala em internet e jovens. Um estudo israelita, que observou 161 adolescentes, entre os 14 e os 17 anos, constatou que escrever online pode ajudar os adolescentes que se sentem isolados e que têm dificuldades em socializar.
Os adolescentes foram integrados em vários grupos. Em quatro deles escreviam num blog duas vezes por semana – um grupo escrevia sobre os seus problemas em conviver, num blog aberto a comentários, outro escrevia sobre o mesmo tema mas num blog fechado, um terceiro discorria sobre qualquer assunto num blog aberto e, finalmente, o quarto grupo também escrevia sobre tudo, mas num blog fechado. Os restantes adolescentes foram divididos e uma parte foi convidada a escrever um diário no computador e a outra a não escrever nada.
Todos os que escreveram em blogues registaram melhorias significativas ao fim de 10 semanas. Estas melhorias foram reconhecidas pelos próprios e também confirmadas por especialistas que não sabiam em que grupo tinham estado integrados. Os jovens reconheceram sentir-se mais confiantes, com melhor auto-estima e mais confortáveis em situações de convívio. Os que escreveram em blogues que permitiam comentários apontaram melhorias ainda mais significativas.
Os autores do estudo destacam que os blogues são um espaço onde os jovens se sentem seguros para expressar o que pensam e as suas emoções, num meio que é muito popular entre eles.
Fonte: Time
Exercício físico melhora rendimento escolar


Os efeitos positivos do desporto não se esgotam na saúde. Uma revisão dos inúmeros estudos sobre os benefícios do exercício físico, provam que ele ajuda a melhorar as notas na escola.
Incentivar os mais novos a praticar exercício físico, já não é ‘apenas’ uma questão de saúde – se bem que essa motivação seja bastante importante. A revisão de mais de 800 estudos sobre a relação entre o desporto e a aprendizagem escolar, realizados entre 1990 e 2010, conclui que a sua prática habitual pode contribuir para melhorar as notas das crianças e adolescentes.
Esta revisão foi feita por uma equipa da Universidade Vrije, na Holanda, e aponta várias razões para esta estreita relação entre desporto e melhor rendimento académico.
Benefícios do desporto:
. ao melhorar a função cardíaca e a capacidade pulmonar, o cérebro recebe um aumento de oxigénio
. o aumento dos níveis de endorfinas e norepinefrina, traduz-se na redução do stresse e na melhoria do humor
. o aumento dos factores de crescimento ajudam a criar novas células nervosas, o que estimula a plasticidade sináptica (conexão entre neurónios)
. melhora o comportamento das crianças e jovens na sala de aulas e aumenta a sua concentração
Fonte: Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine
Phones ameaçam audição dos adolescentes


O uso incorrecto do phones nos ouvidos pode causar perda auditiva precoce em 25% dos adolescentes.
Um em cada quatro adolescentes corre o risco de sofrer perda auditiva precoce devido ao volume de som dos phones de MP3 que usa, alerta um estudo da Universidade de Telavive. Os especialistas fizeram testes auditivos a quase 300 adolescentes, entre os 13 e os 17 anos, que usam regularmente MP3 e ficaram preocupados com os resultados.
Cerca de 25% dos jovens corre sério risco de perda auditiva causada pela exposição contínua a ruídos intensos. “Percebemos que uma geração inteira de jovens sofre de problemas auditivos muito mais cedo que o esperado pelo envelhecimento natural”, alertou a coordenadora do estudo. Quando os adolescentes de hoje chegarem aos 30 ou 40 anos, poderão receber este diagnóstico – muito mais cedo que as gerações anteriores.
O estudo sugere que não se ultrapassem os 100 decibeis e que se use, de preferência, os headphones que ficam sobre a orelha em vez dos produtos invasivos, que entram no início do canal auditivo.
Fonte: Veja
Rejeição na infância pode provocar obesidade


A relação entre a mãe e o bébé pode influenciar a futura relação com a comida.
Bebés que foram rejeitados nos primeiros meses de vida têm tendência a tornar-se adolescentes obesos, sugere um estudo publicado em Pediatrics. Quanto mais frágil a relação entre mãe e filho, maior o risco de a criança se tornar obesa aos 15 anos. Tem tudo a ver com a falta de segurança emocional e sensibilidade da mãe na relação com o bébé, conclui o estudo.
Depois de analisarem 240 crianças, os investigadores perceberam que entre as que tiveram uma má relação com a mãe durante a infância, a prevalência de obesidade na adolescência foi de 26%, contra apenas 15% nas que tinham uma relacionamento considerado bom. Ou seja, não basta proporcionar-lhes uma alimentação saudável e estimular o exercício físico, é essencial transmitir-lhes afecto e segurança.
Fonte: Veja
Pensamento positivo melhora a autoestima


Dê o exemplo e faça o seu filho mais feliz!
Crianças com 5 anos conseguem perceber que as pessoas com pensamento positivo se sentem melhor, mesmo quando têm de lidar com situações claramente negativas.
Com apenas 5 anos, as crianças já são capazes de perceber que as pessoas com pensamento positivo se sentem melhor que as mais negativas e, à medida que vão crescendo – entre os 5 e os 10 anos – aumentam a sua consciência sobre como as reflexões interiores podem modificar as emoções, mesmo em circunstânias claramente negativas. Mas esta forma de encarar a vida depende muito do que observam nos pais, pois as crianças tendem a imitar o que vêem.
Estes são os resultados de um estudo feito com 90 crianças, na Universidade de Jacksonville e Califórnia, nos Estados Unidos. Ao escutar histórias em que as personagens encaravam os problemas de forma diversa, as crianças percebiam que aquele que era mais positivo se sentia melhor, independentemente dos problemas que tinha de enfrentar. Ou seja, as crianças conseguem perceber que pensar positivo melhora as emoções e que a negatividade só as faz sentir pior.
Mas para que as crianças encarem a vida desta forma, o papel dos pais é fundamental. “O que mais ajuda uma criança a perceber os benefícios do pensamento positivo é o nível de esperança e optimismo dos pais”, explicou ao El Mundo, um dos autores do estudo. Christi Bamford, salienta que entre os 5 e os 12 anos os pais têm uma enorme influência sobre os filhos porque estes também têm uma enorme capacidade em adaptar-se ao que vêm. “Podemos ajudá-los a ser mais felizes, apesar das experiências dificeis que possam ter de viver”, explica.
Um pai positivo potencia o melhor de uma criança e ensina-a a confiar em si própria e nos outros. Ensina-a que um acontecimento negativo é um problema, mas um problema que ele pode tentar resolver. Pelo contrário, pais negativos só dão importância às desgraças da vida e levam a criança a desconfiar das suas capacidades e das dos outros, reduzindo a sua autoestima.
Mesmo que se identifique com os pais mais negativos, nunca é tarde para tentar alterar o seu comportamento. Até para o seu próprio bem-estar, aprenda a valorizar as coisas boas da vida, as qualidades das pessoas e deixe de se concentrar apenas do que a vida tem de menos bom. Esse também é o melhor exemplo que pode dar ao seu filho.
Fonte: El Mundo
Mães que trabalham são mais felizes


Trabalhar durante a infância dos filhos faz bem à saúde mental e física das mães.
As mulheres que têm uma profissão após o nascimento dos filhos tendem a ter menos sintomas depressivos e uma melhor saúde, concluiu um estudo feito com 1500 mães, nos Estados Unidos. O período analisado foi de 10 anos, e em todas as situações os resultados finais favoreceram o trabalho em tempo parcial, por comparação com o tempo integral ou nenhum trabalho. Mas, em muitos casos, a sensação de bem estar da mãe não apresentava grande diferença entre as que trabalhavam o dia todo ou em part-time.
A maior diferença entre trabalhar a meio tempo ou a tempo inteiro tem mais a ver com a qualidade do tempo com os filhos. As mães que trabalham apenas em part-time revelam, em média, maior sensibilidade com as crianças.
