Ao contrário da fama que têm, as gorduras são um nutriente muito importante e com várias funções no corpo humano. Devem é ser ingeridas nas quantidades adequadas e bem escolhidas pelas mulheres, defende o livro “Why Women Need Fat” (“Porque é que as Mulheres Precisam de Gordura”,) lançado recentemente no mercado americano.
De acordo com a Folha, para formar os seus cérebros – que são proporcionalmente maiores do que o de outros animais -, os bebés humanos necessitam de DHA, o mais complexo dos tipos de gordura ómega 3.
Mas as mães não conseguem assegurar todo o DHA necessário durante a gestação: para fornecê-lo aos filhos, as mães queimam a gordura armazenada – rica em DHA – nos seus corpos
“Apesar de as mulheres tentarem queimar as gorduras localizadas nas pernas e glúteos, a natureza prefere que elas estejam lá. Além disso, as mães com mais peso tendem a ter bebés mais saudáveis”, dizem os autores do livro, o médico epidemiologista William D. Lassek e o antropólogo Steven Gaulin.
“Nenhuma dieta cumpre o que promete ou dá resultado definitivo. Pior: este tipo de restrição alimentar costuma até aumentar o peso de quem a segue”, referem os autores, explicando que todos nós temos um peso natural, definido quando nascemos.
“O cérebro tem um valor para nosso peso – o set point – determinado em grande parte pelos nossos genes, e o hipotálamo [região do cérebro responsável pelo gasto de energia e controle da fome] tenta mantê-lo. É como o termóstato de um aquecedor”, explicou Lassek.
Se emagrecemos muito ao fazer uma dieta, tendemos a ganhar o peso novamente quando a interrompermos, explica o livro.
O que fazer, então, para perder peso?
Os autores do livro sugerem mudanças de comportamento, nomeadamente equilibrar o consumo dos dois tipos de gordura, ou seja, ter uma dieta com menos ómega 6 e mais ómega 3.
Deve-se reduzir ainda o consumo de óleos de milho e soja (ómega 6) e dar preferência ao azeite de oliva.
“Pode-se aumentar o consumo de atum, salmão e sardinha e de sementes como linhaça ou chia”, acrescentam.
