Consumir vitamina B9 na gravidez reduz risco de autismo

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A ingestão de suplementos da vitamina B9 durante de gravidez ajuda a reduzir o risco de autismo do recém-nascido. A conclusão é um estudo da Universidade de Columbia, em Nova Iorque, que concluiu que o ácido fólico tem efeitos na saúde do feto, quando tomado antes e no início do período de gestação.
O estudo revela uma redução clara do risco de contrair a doença em crianças cujas mães tenham tomado a vitamina nas quatro semanas antes do início da gravidez e oito semanas depois.

Ezra Susser, professor de epidemiologia da universidade, refere que “os resultados confirmam trabalhos anteriores sobre a importância do ácido fólico para o desenvolvimento do cérebro e aumentam a possibilidade de um importante e barato meio de prevenção para reduzir o autismo”.

Segundo dados da Lusa, a investigação internacional foi realizada na Noruega com cerca de 85.000 crianças nascidas entre 2002 e 2008. No entanto, os cientistas não conseguiram estabelecer uma ligação entre a vitamina B9 e um menor risco da síndroma de Asperger, uma forma de autismo.

Investigações anteriores já tinham comprovado que a falta desta vitamina no organismo durante a gravidez aumenta o risco de malformações do sistema nervoso primitivo do embrião. O ácido fólico é indispensável para a síntese do ADN e para o processo de reparação do organismo.

O corpo humano produz de forma natural a vitamina B9 através do ácido fólico presente em vegetais de folhas verdes, ervilhas, lentilhas, feijões e ovos.

O estudo da Universidade de Columbia foi publicado esta semana no  Journal of the American Medical Association. Confira aqui.

Teste simples prevê risco de pre-eclampsia

Thoughtful mature Caucasian pregnant woman relaxing on the couch

É um dos maiores receios das grávidas e até agora não havia forma de o prever.

Os especialistas da Clinica Mayo, nos Estados Unidos, apresentaram um teste capaz de prever que mulheres poderão sofrer de pre-eclampsia na gravidez. O teste consegue detectar a presença de um tipo de células renais na urina, que é, por si, um factor indicativo deste transtorno.

A pre-eclampsia é uma complicação, potencialmente fatal, que surge na fase avançada da gravidez, e que se caracteriza por tensão arterial alta e presença de proteínas na urina, e que afecta cerca de 5% das grávidas. É mais frequente nas primeiras gravidezes e nas mulheres que já sofrem de tensão arterial elevada. O seu maior risco é o desprendimento prematuro da placenta da parede uterina. Contudo, já a eclampsia, que surge em 1 em cada 200 mulheres que têm pré-eclampsia, é, em geral, mortal, a menos que seja tratada com rapidez.

Este teste, que apesar de ter dados resultados muito precisos, foi realizado com um número reduzido de mulheres, precisando ainda de ser feito com um maior número de participantes.

Fonte: El Mundo

Enjoos intensos na gravidez podem afectar a criança

Os enjoos violentos não afectam apenas a mãe...

Os enjoos violentos não afectam apenas a mãe...

Mulheres que tiveram enjoos persistentes e intensos na gestação, têm bébés com maiores riscos de depressão e ansiedade na vida adulta.

Não se trata dos enjoos comuns que a maioria das grávida tem, mas sim de um problema conhecido como hiperemese gravídica (HG) e que chega a levar à hospitalização e até mesmo à interrupção da gravidez. Uma pesquisa agora publicada Journal of Developmental Origins of Health and Disease revela que bébés nascidos de mães que tiveram náuseas e vómitos persistentes e intensos são 3,6 vezes mais susceptíveis de desenvolver ansiedade, transtorno bipolar e depressão na fase adulta.

Estudos anteriores já tinham apontado problemas de falta de atenção e de aprendizagem aos 12 anos, nas crianças nascidas de mulheres que tinham tido enjoos persistentes. Outras concluiram que a má nutrição fetal, uma das consequências frequentes da HG, podem conduzir a uma saúde precária na vida adulta.

O facto de a  HG causar, geralmente, fome e desidratação da grávida, além de ansiedade e stresse provocados pelos enjoos persistentes e intensos, pode justificar estes efeitos a longo prazo para a criança. Não existe ainda uma causa conhecida para a HG, mas os médicos acreditam que pode ser desencadeada por factores psicológicos. Mas atenção, só está perante um caso de hiperemese gravídica se tiver perda de peso e desidratação, de outra forma, trata-se dos enjoos comuns que muitas grávidas sentem.

Fonte: Veja

Grávidas devem dormir para o lado esquerdo

Portrait of cute young girl listens to her pregnant mother's belly

É o primeiro estudo sobre a influência da posição de dormir da grávida no risco de vida do feto, mas mais vale prevenir, pois neste caso não há nada a remediar…

Um estudo realizado por investigadores neo-zelandeses, agora publicado no British Medical Journal, indica que as grávidas no final da gestação podem reduzir o risco de morte fetal dormindo para o lado esquerdo. Os cientistas admitem que são necessários mais estudos que comprovem estes dados, mas a verdade é que nos casos analisados, a taxa de nados-mortos é o dobro nas mulheres que dormem de barriga para cima ou sobre o seu lado direito em relação às que dormem para o lado esquerdo.

De acordo com estes investigadores da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, uma das explicações possíveis é que quando a grávida dorme de costas ou sobre o seu lado direito, o feto poder comprimir a veia cava inferior, que leva o sangue para o coração, provocando uma diminuição da quantidade de sangue oxigenado que volta do coração para os órgãos da mãe e, em consequência, para o bebé.

Fonte: Ciência Hoje

5 mitos sobre a gravidez

Portrait of a happy middle aged pregnant woman lying relaxing on couch

É uma fase da sua vida em que até no Metro, alguém que nunca viu, se sente autorizado a dar-lhe conselhos, mas, por amor de Deus, não ligue a tudo o que lhe dizem, pois metade das ‘verdades absolutas sobre a gravidez’ são absolutamente jurássicas!

Três especialistas em obstetrícia e ginecologia, cansadas de ouvir as dúvidas mais bizarras das pacientes, resolveram escrever um livro, The Mommy Docs,  para derrubar os principais mitos que têm conseguido sobreviver ao passar dos anos, apesar de o Homem já ter pisado o solo lunar há quase 50 e os mapas de estrada já só fazerem sentido na cabeça dos responsáveis do jornal Expresso (será que ainda ninguém lhes falou em GPS?!). E como refere a revista Time, estas mulheres têm uma enorme vantagem sobre o Dr. Spock (não o da Guerra das Estrelas, mas o reputado pediatra), todas já estiveram grávidas, ou seja, sabem do que falam!

Escolhemos 6 mitos, que deve afastar já da sua cabeça.

MITO 1 Não pode voar no primeiro e no último trimestre. Pode voar quando quiser, desde que se sinta bem. O que acontece é que as companhias aéreas não querem problemas a bordo e por isso fazem o que podem para não ter grávidas em períodos de risco nos seus aviões.

MITO 2 Não pode comer salmão fumado. O salmão é óptimo para as futuras mães. O seu elevado teor em omega 3, um dos melhores ácidos gordos que podemos comer, traz uma imensa variedade de benefícios para a grávida e para o bébé.

MITO 3 Deve evitar o sexo. A menos que o seu médico lhe diga isso na cara (no caso de ter uma gravidez de risco), dê todas as ‘cambalhotas’ a que tem direito,

MITO 4 Esqueça o café durante 9 meses. Nada disso! Desde que não exagere, não é uma bica por dia que vai fazer mal ao ‘rebento’.

MITO 5 Um bébé grande é um bébé saudável. Não, necessariamente. As crianças que nascem muito grandes têm maiores probabilidades de vir a sofrer de diabetes ou obesidade.

MITO 6 Caminhar acelera o trabalho de parto. A única virtude é que vai ajudá-la a relaxar e a sentir-se melhor, mas não há nenhuma actividade que encurte o tempo para o grande momento.

Esqueça a dieta no início da gravidez!

Closeup of beautiful young woman holding glass full of mixed fruits

Mulheres que fazem dieta nos primeiros meses de gravidez podem pôr em causa o desenvolvimento cerebral do feto.

Mais vale seguir a lógica daquelas mulheres que aproveitam a gravidez para comer mais ou menos tudo o que lhes apetece, do que entra em dieta assim que sabe que está grávida. Um estudo publicado no Proceedings of National Academy of Sciences diz que os bébés gerados em períodos de dieta das mães tendem a ter um quociente de inteligência mais baixo e a apresentar mais problemas de comportamento. Isto porque a baixa ingestão de nutrientes vitais e calorias reduz a formação das ligações entre as células e interfere nos factores de crescimento do fecto.

O risco parece ser ainda maior nas adolescentes grávidas, já que parte dos nutrientes ingeridos são desviados para o desenvolvimento do corpo da própria mãe. Esta investigação vem alertar mais uma vez para o impacto da alimentação da mãe no desenvolvimento do bébé.

Sexo na gravidez não perturba o bébé

Portrait of a middle aged pregnant couple lying in bed and smiling

Se está grávida, ou anda a pensar no assunto, não guarde o sexo na gaveta pois os cientistas garantem que tal não tem qualquer risco para o bébé.

As grávidas, e os respectivos parceiros, podem esquecer tudo o que ouviram sobre os perigos do sexo durante a gravidez, pois uma pesquisa recente veio desmistificar todas essas crenças. Segundo os investigadores, não há provas que a actividade sexual durante este período aumente o risco de um nascimento prematuro ou de qualquer complicação. Ou seja, sexo durante a gravidez é absolutamente normal, ainda que possa tornar-se mais complicado nas últimas semanas.

Só quem espera gémeos (ou mais…) ou teve complicações em gestações anteriores se deve abster – ainda que também não existam provas que o risco possa ser aumentado nestas situações. Trata-se apenas de uma questão de precaução.

Outra conclusão deste estudo, publicado no Canadian Medical Association Journal, é que depois de darem à luz, as mulheres retomam a actividade sexual nnos dois meses seguintes.