As 6 empresas em Espanha (e no mundo) que dão especial atenção às mulheres trabalhadoras

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Apesar de as disparidades salariais terem vindo a diminuir, as mulheres na União Europeia ainda ganham menos de 16,4% do que os homem. Só em Espanha, as mulheres chegam a ganhar menos de 30% do que os homens. Segundo o Parlamento Europeu, para igualar o seu salário ao de um homem, uma mulher deveria trabalhar mais 53 dias por ano.

No entanto, há empresas empenhadas em acabar com as disparidades e zelar pelo direito das mulheres trabalhadoras. A revista Cosmopolitan compilou uma lista de seis entidades empregadoras, em Espanha e no mundo, onde as mulheres têm lugar de destaque.

1. Mutua Madrileña (Espanha)

Na empresa espanhola de seguros, 53% das promoções internas nos últimos anos foram atribuídas às mulheres. Se as funcionárias vão ser mães, a Mutua Madrileña concede-lhes um bónus: alargamento da licença de maternidade para mais duas semanas. A Mutua Madrileña recebeu ainda o prémio da empresa com melhor política a favor da mulher, em matéria de igualdade e conciliação laboral, atribuído pela Federação Espanhola de Mulheres Directivas, Executivas, Profissionais e Empresárias (FEDEPE)

2. Mercadona (Espanha)

Para quem está a pensar em ampliar a sua família e reside em Espanha, então os Supermercados Mercadona são a empresa ideal, já que as funcionárias podem deixar de trabalhar a partir da vigésima semana de gravidez e continuar a receber o seu salário por inteiro. Para além de proteger a mulheres durante a gravidez, a empresa “adiciona uma semana a mais à licença de maternidade das funcionárias”. A partir de 2014, quando abrir o seu centro logístico em Barcelona, irá inaugurar também uma creche para os filhos das funcionárias.

3. L´Oréal (em todo o mundo)

A L`Oréal apoia mulheres mais velhas em todas as suas campanhas e disponibiliza bolsas de estudo a jovens cientistas através do Programa Internacional L`Oréal Unesco Para as Mulheres na Ciência. Este programa reconhece há já 10 anos cientistas consagradas, uma em cada continente. No total, 52 mulheres de culturas tão distintas como a coreana, nigeriana, egípcia ou brasileira foram já premiadas. 64% das funcionárias da L`Oréal são mulheres e metade das suas marcas destinam-se também ao público feminino.

4. Google (Zurique, na Suíça)

Na Google, em Zurique, as mulheres podem desfrutar de inúmeras actividades, tais como snooker e jogos de vídeo grátis. Além disso, podem sempre frequentar as salas de relaxamento que aumentam a sua produtividade e rentabilidade, garante a empresa. As crianças e os animais de estimação também são bem-vindos. A máxima da empresa é: “Desde que cumpras os prazos, podes gerir o teu tempo como quiseres”.

5. Kelloggs ( em todo o mundo)

A Kelloggs cuida da saúde e do bem-estar dos seus funcionários, tendo implementado programas culturais. O objectivo é incentivar os funcionários a relaxarem e a aumentarem a sua produtividade. Diariamente, a empresa promove junto das suas funcionárias campanhas que incentivam a pratica de uma alimentação saudável.

6. Banesto (Espanha)

O Banco espanhol criou, em 2007, o programa Banesto x ti, que visa promover o desenvolvimento profissional da mulher através de medidas como o comité de nomeação, que garante a eleição de, pelo menos, uma mulher em cada lista. Há uma grande presença de mulheres nas equipas de direcção e em cargos de chefia.

Descriminação de sexo acaba nos seguros

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A partir de 2013 acabam-se os seguros automóvel mais baratos para as mulheres. É a igualdade a chegar à área seguradora.

“É uma grande momento para a igualdade de sexos na União Europeia”, saudou Viviane Reding, vice-presidente da Comissão Europeia, quando foi anunciada a decisão do Tribunal de Justiça Europeu de proibir que as seguradoras utilizem o critério do sexo para o cálculo das tarifas dos prémios.

Em Portugal, há muitos anos que as mulheres podem contar com um seguro automóvel mais acessível, já que estatísticamente está provado que têm menos acidentes que os homens. Mas a partir de Janeiro de 2013 vão passar a pagar o mesmo que eles. A decisão surgiu na sequência de um recurso de uma associação de consomidores belga para anular a transposição para a Bélgica da directiva que previa o cálculo do prémio em função do sexo. É mais um custo da igualdade…