Para muitas pessoas, ir às compras é uma terapia. O facto de comprarem uma roupa nova funciona como uma recompensa em relação a algo que não está a correr bem. O seu ego fica mais inchado e acabam por perder o controlo, gastando mais do que o aceitável. Depois, quem paga é o orçamento familiar.
A Revista Galileu compilou as 10 formas que o vão ajudar a “puxar os cordões à bolsa” e a cuidar das suas finanças pessoais sempre que estiver a cair em tentação.
1. Não se deixe influenciar pela máxima “leve 4”
Os supermercados são peritos na arte de nos fazer comprar mais do que realmente precisamos. “Associar um número de produtos ao preço funciona com os consumidores indecisos”, afirmou Brian Wansink, professor de Comportamento do Consumidor na Universidade de Cornell, em Nova Iorque, e autor de livros técnicos sobre alimentação e comportamento do consumidor.
Por isso, faça sempre uma lista de compras e não decida na hora.
2. Siga as suas ideias e não a dos outros
Sem percebermos muitas vezes mudamos o nosso comportamento em prol das ideias dos que nos são próximos. Se os amigos compraram uma televisão, a tendência é que optemos também por comprar. Por exemplo, os anúncios de apartamentos que dizem que “90% das casas estão vendidas” ou de produtos que passam a mensagem que “mais de 2 milhões de pessoas experimentaram” influenciam as decisões de compra dos consumidores.
Assim, a oportunidade de fazermos uma escolha adequada aumenta quando não temos em conta as opções feitas pelos outros.
3. Ganhar prémios pode levá-lo a perder dinheiro
Por mais estranho que possa parecer, vários estudos indicam que dinheiro extra é menos valorizado e pode prejudicar as finanças. Receber um dinheiro extra pode levar a um gasto adicional.
De acordo com Michael Landsberger, professor de economia da Universidade de Haifa, em Israel, “um dólar de salário aumenta a minha riqueza mais do que um dólar de bónus”.
Para não gastar de forma irracional o dinheiro extra que acabou de receber, invista num plano de poupança, por exemplo.
4. Fuja das armadilhas do marketing
A célebre frase “marcas offline, consumidores que não compram” faz cada vez mais sentido. A comunicação publicitária tem duas componentes principais: por um lado, está a componente de carácter informativo, que dá a conhecer algo sobre o objecto do anúncio; por outro lado, está a componente persuasiva, que trata deliberadamente de exercer influência nas pessoas.
A música ambiente, o perfume da loja, e a disposição dos produtos são estratégias pensadas para fazer com que consumidores gastem mais. Deste modo, evite tomar decisões precipitadas depois de ver um anúncio.
Faça uma lista de prós e contras de um produto e saiba que uma loja é um péssimo local para decidir o que realmente precisa de comprar.
5 Com o cartão de crédito gasta mais
Manoj Thomas, professor de Marketing da Universidade de Cornell, nos EUA, analisou o consumo de mil famílias durante 6 meses e concluiu que, ao usar o cartão de crédito, os consumidores tendem a gastar mais.
Os investigadores chamam a este processo “contabilidade mental”: “inconscientemente, atribuímos uma dor menor ao gasto com cartão, o que nos leva a abrir mais a mão”, afirma a Revista Galileu.
O ideal é levantar dinheiro antes de fazer compras e só usar o cartão para efectuar o pagamento de despesas grandes.
6. Divida compras em pequenas partes
Por vezes, “tratamos a mesma soma de dinheiro como se tivesse valor diferente em compras caras. Pode considerar um absurdo gastar R$ 1 mil (437 euros) num aparelho de som para o carro, mas se comprar um carro novo pelo valor de R$ 35 mil (15 mil euros) o gasto parece-lhe menos doloroso”, exemplifica a Revista Galileu, aconselhando a dividir as compras em pequenas partes ou parcelas.
“Vai comprar um computador de R$ 2 mil (874 euros)? Pense se pagaria R$ 400 (175 euros) por um upgrade para colocar um pouco mais de memória no computador. Iria até uma loja gastar R$ 150 (66 euros) numa uma capa plástica para o pc?”.
7. Não altere constantemente as suas acções e fundos
Para Ilia Dichev, professora da Universidade Emory, nos EUA, quem “pula de galho em galho acaba por cair. O grupo que mais muda os seus investimentos ganha quase metade da média”.
Nos últimos anos, a Internet tem vindo a piorar ainda mais os investimentos dos cidadãos, já que “aumentou o número de vendas e reduziu os ganhos. Com pouca informação, as pessoas acham que sabem muito e tendem a fazer mais transacções. E piores negócios”, explicou Frank Yates, professor de Marketing da Universidade de Michigan.
Para ter uma ideia: entre 1988 e 2008, os fundos de acções dos EUA tiveram um lucro de 8,4% ao ano. Mas os investidores desses fundos ganharam apenas 1,9%, devido às suas constantes alterações.
O conselho da Revista Galileu é que procure ajuda junto de um especialista e mantenha a sua decisão durante algum tempo, se estiver a ganhar dinheiro.
8. Mude de estratégia quando perde dinheiro na bolsa
Pelo contrário quando está a perder dinheiro, deve mudar de estratégia.
Investigadores da Universidade da Califórnia concluíram que as pessoas têm a mania de vender rápido uma acção quando esta está a dar lucro, mas receiam vendê-la quando está a dar prejuízo.
Por isso, deve avaliar as suas aplicações durante períodos longos de tempo (pelo menos 3 meses) antes de tomar uma decisão e verifique se as suas perdas são constantes. Se forem, não tenha medo de vendê-las.
9. Ponha de lado as ideias pré-concebidas
Ao contrário do que diz o ditado popular “A galinha do vizinho é melhor que a minha”, não tenha ideias pré-concebidas.
Geralmente quando sabe que uma escolha já foi tomada tende a atribuir-lhe um valor superior. Por isso, pense a partir do zero!
“Se tivesse de optar por comprar ou não esta Galileu, compraria? Claro que sim – afinal, já leu quase toda a matéria de capa!”, explica o site brasileiro.
10. Muitas opções significam indecisões
Quando se depara com muitas opções na hora da compra, o consumidor acaba por se cansar e optar pelo primeiro produto que vê pela frente. Assim, quanto mais opções tiver, mais indeciso ficará.
“Muitas empresas optaram por reduzir o número de marcas, porque gera confusão no consumidor, que acaba por adiar ou simplificar a escolha”, afirma Fábio Mariano Borges, professor do núcleo de ciências do consumo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), no Brasil.
No meio de 400 produtos, opte apenas pelos mais importantes. Se vai escolher um hotel, por exemplo, pense apenas em alguns factores, tais como preço, localização e conforto do quarto (e não se perca a analisar a comida da piscina, do restaurante e do ginásio).




