Energia a mais pode causar danos

Quando a hipomania se torna dolosa


 
 
Artistas, empreendedores e outras pessoas criativas tendem a ser enérgicas e inventivas, rompendo novas ideias e estando sempre prontos a falar nelas. Estas são também características da hipomania, revela a Harvard Mental Health Letter. A hipomania é um estado de espírito ou nível de energia marcadamente acima do “normal” mas não tão extremo como a mania que envolve por exemplo, a doença bipolar.

As características da hipomania incluem uma auto-estima exagerada, necessidade de dormir reduzida, vontade de falar aumentada, pensamentos e ideias concorrentes ou contraditórias, alheamento notório, agitação e participação excessiva em actividades que tendem a causar danos pessoais ou financeiros, como indiscrições sexuais ou investimentos financeiros impulsivos.

Moderadamente, as características da hipomania podem contribuir para a criatividade ou fazer de alguém o motor de uma festa. Mas quando essas características afectam negativamente a qualidade de vida, interferindo nas relações e colocando em causa a segurança financeira, é altura de recorrer a ajuda, recomenda Michael Miller, editor da Harvard Mental Health Letter.

Nos episódios de hipomania leves ou moderados, uma pessoa pode permanecer em equilíbrio concentrando-se em hábitos de vida saudáveis – comer refeições regulares, fazer exercício físico todos os dias (uma óptima forma de queimar o excesso de energia), e tentando dormir pelo menos 7 a 8 horas por noite. Por outro lado, nos episódios de hipomania severos, pode ser necessária medicação para estabilizar o estado de espírito.
 

Definição: A hipomania é um estado de espirito ou nível de energia acima do normal, mas não tão extremo que cause diminuição de capacidades – característica que distingue a hipomania da mania. As manias por seu lado, podem envolver sintomas psicóticos – quebra com a realidade.
A palavra hipomania tende a confundir: o prefixo “hypo” (do grego) significa inferior, e é usado aqui porque este estado é inferior à mania. Mas comparado com um estado de espirito normal, a hipomania é um estado mais elevado.

 

Fonte: Harvard Mental Health Letter

 

Vício do sms atinge sono dos jovens

Vício do sms atinge sono dos jovens


 
Ficar acordado até tarde para jogar jogos de video, consultar a web ou enviar sms’s pode conduzir a problemas de aprendizagem, variações de humor, ansiedade e depressão nos adolescentes, sugere um estudo.
A investigação conduzida no Centro de Distúrbios do Sono, do JFK Medical Center, em New Jersey, concluíu que as crianças que sorrateiramente usam os telemóveis, consolas e computadores, depois de supostamente se terem ido deitar, têm maior probabilidade de ter disturbios do sono, que por sua vez conduzem a outras dificuldades.
Peter G. Polos, o autor do estudo, diz que este tipo de comportamento “não promove o sono e, pelo contrário, estimula o cérebro, afectando os ciclos normais do sono.”
O estudo baseou-se num questionário a um grupo de 40 rapazes e raparigas com a idade média de 14 anos, que acederam ao Centro por dificuldades com o sono. Os investigadores concentraram-se nas actividades dos adolescentes depois de terem ido para o quarto, supostamente para dormir.
Os adolescentes reportaram uma média de 34 sms’s por noite, depois de se deitarem. Estas mensagens ocorrem entre 10 minutos e 4 horas depois de se terem deitado. Em média, os participantes acordavam todas as noites uma vez por causa dum sms.
As raparigas optam mais por sms’s, enquanto os rapazes preferem ficar com jogos de video.
A pesquisa encontrou correlações entre a utilização nocturna de media (sms, jogos, web) e um défice de atenção, variações de humor, ansiedade, depressão e funcionamento cognitivo reduzido, durante o dia.
Metade dos pais dos adolescentes não sabia o que estes faziam depois de se deitarem e os outros ficavam-se pela fatalidade: “É o mundo em que vivemos, o que havemos de fazer?”
Richard Gallagher, professor de psiquiatria da adolescência na New York University, refere que “Os médicos devem começar a colocar questões às crianças e adolescentes sobre a utilização de media (sms, jogos, web) durante a noite e chamar a atenção para as consequências negativas dum sono pobre/irregular.” Concorda que “as crianças devem ter alguma privacidade, mas os pais precisam tornar a situação mais comparável com o tempo em que cresceram. (…) Antigamente, os pais sabiam quando alguém vinha à porta para ver a filha.”
Gallagher diz ainda que “os pais devem estabelecer regras como não haver computador no quarto de dormir, não haver telefonemas à hora das refeições e estabelecer um toque de recolher para o telefone. E recolher o telefone.”