
Há mais de dez meses que, todos os dias, uma flor “viaja” no metro de Lisboa. Um jovem de 20 anos propôs espalhar o amor pela capital durante um ano, com flores e poesia para quem as quiser apanhar. Não falhou um único dia. E agora convida à participação global.
O desafio foi lançado por José, que desde o dia 14 de Fevereiro de 2011 deixa diariamente uma flor e uma carta de amor – com morada – na última carruagem do metro, que parte de Santa Apolónia, em Lisboa, rumo à Amadora.
De acordo com o Diário de Notícias, o projecto Sinal de Alarme “surgiu de um pequeno encontro que não aconteceu”. Na sequência desse desencontro, José deixou uma flor para alguém no metro, mas a pessoa nunca mais a apanhou.
“Decidi que poderia fazer sentido se fosse para mais pessoas, que se calhar fazia falta às pessoas escreverem cartas de amor e carregarem em alguns sinais de alarme. Parar um bocado na vida para depois avançar, talvez com mais garra e mais noção da realidade e do dia-a-dia, que muitas vezes ficam alienadas”, disse.
Este jovem, que há três anos trocou o Norte, onde nasceu, por Lisboa, chama “crime” ao que faz e que consiste em dois caminhos: “Um no mundo virtual, na [rede social] Facebook [onde existe uma página Sinal de Alarme com mais de três mil subscritores], e um que apela a que as pessoas vão buscar a flor ou procurem a flor que está no metro no dia-a-dia”, referiu.
Amanhã José comete o “crime” número 365. Isto porque durante um ano inteiro não falhou um dia a deixar uma flor e um bilhete com uma mensagem de amor na última carruagem do metro da Linha Azul.
E estende o desafio a todos os cidadãos: “às 08:29 da manhã, quem quiser, em qualquer parte do país ou do mundo, pode deixar uma flor com um bilhete num qualquer transporte público”. Confira na página de Facebook da iniciativa.
As regras são simples: “por fora, o bilhete tem uma mensagem de amor à escolha de cada um, em que o mote é a paixão é ou o amor é. No interior, apela a que quem apanhou o bilhete escreva uma carta para uma morada que foi divulgada no Facebook”, explica José.
O desafio está lançado!
